Dicas para estimular o desenvolvimento da criança

Olá famílias tudo bem? O post de hoje é muito importante porque precisamos estar atentos ao desenvolvimento dos nossos filhos, inclusive para dar informações ao pediatra (ou outro profissional de saúde) sobre como está a criança.

Nesse post, você vai ler sobre as principais marcações de desenvolvimento infantil desde o nascimento até dois anos e vai ter dicas para estimular de acordo com a faixa etária. Lembre-se que são dicas gerais e, caso você perceba alguma situação específica, consulte o profissional de saúde que te acompanha.

A primeira infância, de zero a 6 anos, é um período muito importante para o desenvolvimento mental e emocional e de socialização da criança. É fundamental estimular bem a criança nessa fase, para que ela tenha uma vida saudável e possa desenvolver-se bem na infância, na adolescência e na vida adulta.

Acompanhe o desenvolvimento da criança com o profissional da saúde. Se achar que algo não vai bem, não deixe de alertá-lo para que possa examiná-la melhor.


Do nascimento até 2 meses de idade

- Para que o bebê se desenvolva bem, é necessário, antes de tudo, que seja amado e desejado pela sua família e que esta tente compreender seus sentimentos e satisfazer suas necessidades. A ligação entre a mãe e o bebê é muito importante neste início de vida; por isso, deve ser fortalecida.

- Converse com o bebê, buscando contato visual (olhos nos olhos). Não tenha vergonha de falar com ele de forma carinhosa, aparentemente infantil. É desse modo que se iniciam as primeiras conversas. Lembre-se de que o bebê reconhece e se acalma com a voz da mãe. Nessa fase, o bebê se assusta quando ouve sons ou ruídos inesperados e altos.

- Preste atenção no choro do bebê. Ele chora de jeito diferente dependendo do que está sentindo: fome, frio/calor, dor, necessidade de aconchego.

- Estimule o bebê mostrando-lhe objetos coloridos a uma distância mais ou menos de 30 centímetros.

- Para fortalecer os músculos do pescoço do bebê, deite-o com a barriga para baixo e chame sua atenção com brinquedos ou chamando pelo nome, estimulando-o a levantar a cabeça. Isso o ajudará a sustentá-la.

De 2 a 4 meses

- Brinque com o bebê conversando e olhando para ele.

- Ofereça objetos para ele pegar, tocar com as mãos.

- Coloque o bebê de bruços, apoiado nos seus braços, e brinque com ele, conversando e mostrando-lhe brinquedos à sua frente.

- Observe que o bebê brinca com a voz e tenta “conversar”, falando “aaa, qqq, rrr”.



De 4 a 6 meses


- Ao oferecer algo para o bebê (brinquedo, chupeta, mamadeira etc), espere um pouco para ver sua reação. Com isso, ele aprenderá a expressar aceitação, prazer e desconforto.

- Acostume seu bebê a dormir mais à noite.

- Ofereça brinquedos a pequenas distâncias, dando a ele a chance de alcançá-los.

- Proporcione estímulos sonoros ao bebê, fora do seu alcance visual, para que ele tente localizar de onde vem o som, virando a cabeça.

- Estimule-o a rolar, mudando de posição (de barriga para baixo para barriga para cima). Use objetos e outros recursos (brinquedos, palmas etc).



De 6 a 9 meses

- Dê atenção à criança demonstrando que está atendo aos seus pedidos. Nesta idade, ela busca chamar a atenção das pessoas, procurando agradá-las e obter a sua aprovação.

- Dê à criança brinquedos fáceis de segurar, para que ela treine passar de uma mão para a outra.

- Converse bastante com a criança, cante, use palavras que ela possa repetir (dadá, papá etc). Ela também pode localizar de onde vem o som.

- Coloque a criança no chão (esteira,colchonete, tapete) estimulando-a a se sentar, se arrastar e engatinhar.


De 9 meses a 1 ano

- Brinque com a criança com músicas, fazendo gestos (bater palmas, dar tchau etc), solicitando sua resposta.

- Coloque ao alcance da criança, sempre na presença de um adulto, objetos pequenos como tampinhas ou bolinha de papel pequena, para que ela possa apanhá-los, usando o movimento de pinça (dois dedinhos). Muito cuidado para que ela não coloque esses objetos na boca, no nariz ou nos ouvidos.

- Converse com a criança e use livros com figuras. Ela pode falar algumas palavras como (mamã, papá, dá) e entende ordens simples como “dar tchau”.

- Deixe a criança no chão para que ela possa levantar-se e andar se apoiando.

De 1 ano a 1 ano e 3 meses

- Seja firme e claro com a criança, mostrando-lhe o que pode e o que não pode fazer.

- Afaste-se da criança por períodos curtos, para que ela não tenha medo da sua ausência.

- Estimule o uso das palavras em vez de gestos, usando rimas, músicas e sons comumente falados.

- Ofereça à criança objetos de diversos tamanhos, para que ela aprenda a encaixar e retirar um objeto do outro.

- Crie oportunidades para ela se locomover com segurança, para aprender a andar sozinha.


De 1 ano e 3 meses a 1 ano e 6 meses

- Continue sendo claro e firme com a criança, para que ela aprenda a ter limites.

- Conte pequenas histórias, ouça música com a criança e dance com ela.

- Dê ordens simples, como “dá beijo na mamãe”, bate palminha.

- Dê à criança papel e giz de cera (tipo estaca, grosso) para que ela inicie os seus rabiscos. Isto estimula a sua criatividade.

- Crie oportunidades para a criança andar nã só para frente como também para trás (puxando carrinho etc).

De 1 ano e 6 meses a 2 anos

- Estimule a criança a colcoar e tirar suas roupas, inicialmente com ajuda.

- Ofereça brinquedos de encaixe, que possam ser empilhados, e mostre como fazer.

- Mostre figuras nos livros e revistas falando seus nomes.

- Brinque de chutar bola (fazer gol).

- Observe que a criança começa a juntar palavras e a falar frases simples como “gato cadê?” ou “leite não”.

- Entenda que nesta idade a criança demonstra ter vontade própria, testa limites e fala muito a palavra não.


De 2 anos a 2 anos e 6 meses

- Continue estimulando a criança para que ela se torne independente em atividades de autocuidado diário, como, por exemplo, na alimentação (iniciativa para se alimentar), no momento do banho e de se vestir.

- Comece a estimular a criança a controlar a eliminação de fezes e urina, em clima de brincadeira, sem exercer pressão ou repreender. Gradativamente, estimule o uso do sanitário.

- Estimule a criança a brincar com outras crianças.

De 2 anos e 6 meses a 3 anos

- Converse bastante com a criança, peça para ela comentar sobre suas brincadeiras e nomes de amigos, estimulando a linguagem e a inteligência.

- Dê oportunidade para ela ter contato com livros infantis, revistas, papel, lápis, giz de cera. Leia, conte historinhas, brinque de desenhar, recortar figuras, colagem.

- Mostra para ela figuras de animais, peças do vestuário, objetos domésticos e estimule a criança a falar sobre eles: o que fazem, para que servem (ex.: quem mia?).

- Faça brincadeiras utilizando bola e peça para a criança jogar a bola e peça para a criança jogar a bola em sua direção, iniciando, assim, brincadeira envolvendo duas ou mais pessoas.


Percebendo alterações no desenvolvimento

- É importante observar como a criança reage ao contato com as pessoas e com o ambiente: se responde ao olhar, à conversa e ao toque dos pais/cuidadores quando amamentada/alimentada, colocada no colo, acariciada. Na criança maior, é importante observar se ela habitualmente se isola, recusa-se a brincar com outras crianças, tem dificuldade na linguagem ou apresenta gestos/movimentos repetitivos.

- É importante também observar se há atraso no desenvolvimento de atividades motoras (como sustentar a cabeça, virar de bruços, engatinhar e andar), na linguagem e comunicação, em memorizar, em realizar alguma tarefa até o fim, na aprendizagem e na solução de problemas práticos relacionados aos hábitos da vida diária.

- Se a criança não age como você espera e seu desenvolvimento causa dúvidas ou ansiedade na família, converse com o profissional de saúde sobre isso.

- Quanto mais cedo um problema for identificado e tratado, melhor o resultado. Qualquer atraso ou transtorno de desenvolvimento pode ser minimizado se a criança receber atenção e estimulação adequadas, com a participação da família e de profissionais.

- O diagnóstico de uma deficiência na criança pode gerar momentos difíceis e sentimentos como medo, dúvidas, angústias e dificuldades de aceitação. Todos esses sentimentos são normais diante de um fato novo e não esperado.

- No caso de crianças com deficiência, informações sobre os cuidados com a saúde e o conhecimento sobre os seus direitos são muito importantes para o fortalecimento da família e para o desenvolvimento de habilidades e capacidades que facilitem a independência e a participação social dessas crianças.

Espero que essas dicas e informações sirvam para te ajudar a estimular seu filho e observar o desenvolvimento global dele.

Se você tem dúvidas, sugestões para próximos posts ou comentários que complemente essas informações, deixe na área dos comentários.

** Essas informações foram retiradas da Caderneta de Vacinação. Fonte: Ministério da Saúde – Secretaria de Atenção à Saúde


Beijos e até a próxima!


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